segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Grupo Joanna de Ângelis



Lembramos nosso próximo encontro dia 28 de setembro de 2012, próxima
sexta-feira, às 19hs no CEIA. Tema do Estudo: Do livro Jesus e
atualidade - Lição Jesus e dever - págs.45 a 48 e do livro O Homem
Integral - Cap.7 - Plenificação interior - págs.115 a 128.
Responsáveis pela condução do estudo: Shirley e Vânia. Estamos
precisando de colaboradores para o lanche!
Contamos com a presença e a participação de todos para o
engrandecimento das discussões do grupo. Sua presença é muito
importante e em muito engrandece o nosso estudo!!!

"O homem deve comprometer-se ao autodescobrimento, para ser feliz,
identificando seus defeitos e suas boas qualidades, sem autopunição,
sem autojulgamento, sem autocondenação. Pescá-los, no mundo íntimo, e
eliminar aqueles que lhe constituem motivos de conflitos, deve ser-lhe
a meta.... (Do Livro O Homem integral - cap.7 - Relacionamentos
perturbadores - Joanna de Ângelis)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Quinta-feira é dia de Atendimento Espiritual no CEIA





Às 19h30 tem Atendimento Espiritual no Centro Espírita Irmão Adriano.

ORAÇÃO POR ENTENDIMENTO

Senhor Jesus!

Auxilia-nos a compreender mais, a fim de que possamos servir melhor, já que, somente assim, as bênçãos que nos concedes podem fluir, através de nós, em nosso apoio e em favor de todos aqueles que nos compartilham a existência.

Induze-nos à prática do entendimento que nos fará observar os valores que, porventura, conquistemos, não na condição de propriedade nossa e sim por manancial de recursos que nos compete mobilizar no amparo de quantos ainda não obtiveram as vantagens que os felicitam a vida.

E ajuda-nos, oh! Divino Mestre, a converter as oportunidades de tempo e trabalho com que nos honraste em serviço aos semelhantes, especialmente na doação de nós mesmos, naquilo que sejamos ou naquilo que possamos dispor, de maneira a sermos hoje melhores do que ontem, permanecendo em ti, tanto quanto permaneces em nós, agora e sempre.

Assim seja.

(Chico Xavier - Emmanuel)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Da psicografia de Chico Xavier - parte VII

CASIMIRO CUNHA

Poeta fluminense, nascido em Vassouras - cidade serrana do Estado do Rio de Janeiro - a 14 de abril de 1880.

Procedente de lar muito pobre, filho de Casimiro Augusto da Cunha e Maria dos Santos Cunha, teve uma única irmã, Leonor. Órfão de pai aos 7 anos, freqüentou apenas o curso primário. Espírita convicto, torna-se cego de um olho aos 14 anos após acidente, vindo a perder completamente a outra visão aos 16 anos. Ainda jovem iniciou sua colaboração na imprensa vassourense. Foi um dos fundadores do Centro Espírita "Bezerra de Menezes" em Vassouras.

Aos 29 anos, em 04 de dezembro de 1909, casou-se com Carlota Mattoso Cunha, companheira dedicada e carinhosa, que muito o auxiliou nos afazeres literários, passando para o papel as poesias ditadas pelo poeta. Tiveram dois filhos: Dalpes e Delba, nomes dados em referencia à ilha de Elba e aos montes Alpes. O filho desencarnou ainda criança; a filha casou-se, residindo na capital fluminense, tendo desencarnado em junho de 1993.

Espírito jovial, exemplo de resignação e grande força moral, apesar da cegueira e dos parcos estudos, Casimiro Cunha era um poeta nato, tendo produzido mais de 10 livros, dentre eles 
" Violetas ", " Efêmeros ", " Aves Implumes ", " Singelos ", " Perispíritos " (1912), além do livro póstumo " Álbum de Delba " (1923). No entanto, não teve maior projeção no cenáculo literário do seu tempo, mau grado a suavidade da sua musa e os inatos talentos literários.

Merece registro a profunda amizade existente entre Casimiro Cunha e Batuíra, que ajudava o amigo vassourense, divulgando suas poesias nas colunas da revista espírita " Verdade e Luz" fundada por Batuíra em 25 de maio de 1890, na capital paulista. A convite de Casimiro, Batuíra esteve algumas vezes em Vassouras para divulgar a doutrina espírita naquela região.

É de Casimiro Cunha a poesia " Vassouras à tardinha " (publicada no livro " Fatos Vassourenses " de Jorge Pinto e no livro " Paisagens Fluminenses " de Jacy Pacheco) e o soneto " No Exílio " do livro " Sonetos Brasileiros " de Laudelino Freire.

Numa casa singela da Rua Caetano Furquin, n o 288 em Vassouras, encontramos uma lembrança de amigos, conterrâneos e admiradores, com os seguintes dizeres: "Aqui nasceu e morreu Casimiro Cunha, mavioso poeta vassourense que muito cantou, amou e honrou sua terra natal".

Forte no infortúnio, que sabia aproveitar no enobrecimento de sua fé, Casimiro Cunha, voltou-se às paragens celestiais e adotou a linguagem dos anjos para se comunicar com os homens. Sua poesia é bela, terna, envolta em névoa de tristeza, uma exaltação à morte, evidenciando, contudo, a resignação do espírito que buscava sublimar todo o sofrimento que lhe ia na alma.

Lembramos aqui as palavras do amigo e companheiro de ideal, poeta e jornalista valenciano, radicado em Vassouras, Manoel Quintão, que soube definir como poucos a grandeza espiritual de Casimiro Cunha, no prefácio do livro " Singelos ", publicado em 1904:

"Livro de um cego que fechou os olhos às misérias da Terra, para melhor escrever as belezas do Céu".

Casimiro Cunha desencarnou aos 34 anos em 7 de novembro de 1914 deixando vasta e preciosa obra literária. Foi sepultado no Cemitério Municipal de Vassouras, imortalizado com o seguinte epitáfio:

"O poeta vassourense Casimiro Cunha e seu filho Dalpes".

Desencarnado, continuou a brindar-nos com seus versos, através da mediunidade abençoada de Chico Xavier com " Cartilha da Natureza ", " Cartas do Evangelho ", " Gotas de Luz ", " Juca Lambisca " e participação em inúmeras antologias.

Hoje, Casimiro Cunha é o inspirador da Divulgação Braille Casimiro Cunha, departamento do GEEM - Grupo Espírita Emmanuel de São Bernardo do Campo, cujo objetivo é a divulgação da Doutrina Espírita para os deficientes visuais. 

Bibliografia:

- "Parnaso de Além-túmulo" - 16ª edição - FEB pág.194-210.
- "Batuíra, o Diabo e a Igreja" - © 2003, Madras Editora Ltda - pág 85-90.
- Galeria Vassourense Rudy Mattos da Silva. Vassouras, HTI Editora, 1999 - p48.
- Academia Vassourense de Letras - pág 64-75

Entrevista pessoal e carta recebida pelo Sr. Fernando Matoso Bittencourt, sobrinho de Carlota Cunha. Vassouras, 2005. 

Poesias de Casimiro Cunha:
ANOTAÇÕES DE AMIGO
Você pede rumo certo Para o caminho em que avança; 
Mas você mesmo é quem guarda Sua própria segurança.
Obrigação, que se abraça, Tem força de compromisso. Em favor de sua paz Não tente esquecer-se disso.
Proteja o corpo em que vive Para as tarefas do bem; O lavrador que produz Preserva a enxada que tem.
Transforme o tempo em serviço, Lembrando, em linhas gerais, Que a vida volta no tempo, Mas o tempo, nunca mais.
Conserve constantemente Verbo limpo e mente sã. O que possa fazer hoje Não deixe para amanhã. 
No socorro aos semelhantes, Cooperação é dever; A consciência tranqüila Não tem questões a temer.
Cada aluno está na escola Para a lição, tal qual é. Perante ofensas, perdoe: Perante lutas, mais fé.
Ante amarguras, trabalhe; Se há provações a transpor, Nas sombras que se avolumam, Trabalhe com mais amor.
Olvidar-se e ser mais útil Dissolve qualquer pesar. Para a bênção de servir Nunca se faça esperar.
Estude, eleve, construa E nada fará em vão. Recorde: a luz da verdade Não conhece oposição. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Das psicografias de Chico Xavier - parte VI

RODRIGUES DE ABREU

Benedito Luís Rodrigues de Abreu nasceu em Capivari, na fazenda "Picadão", em 27 de setembro de 1897. Aos sete anos, passou a residir em Piracicaba, onde, em verdade, se iniciou nas primeiras letras, "em escola de sítio". Aos doze, seguindo a família, transferiu-se para São Paulo, fixando residência, primeiramente, no Brás; em seguida, na Vila Buarque, onde se empregou numa farmácia, para entregar remédios a domicílio e lavar vidros, até que foi internado no Liceu Coração de Jesus, a fim de aprender um ofício.
Esteve por algum tempo no Colégio dos padres salesianos "Santa Rosa", de Niterói, transferindo-se a seguir para os seminários de Lorena, Lavrinhas e Cachoeira do Campó.
Deixou o seminário por volta de outubro de 1916. Em maio de 18, acompanhou a família, que fixou residência em Capivari, onde trabalhou na Caixa de Crédito Agrícola.
Foi no Colégio que Abreu tomou contato com a poesia; foi lendo a obra de Simões Dias que começou a aprender métrica. Sua primeira composição, consoante o testemunho de colegas, teria sido "O Famélico", inspirado no "Pedro Ivo", de Castro Alves.
As mais antigas composições conhecidas do poeta foram descobertas pelo Prof. Carlos Lopes de Mattos (in "Vida, Paixão e Poesia de Rodrigues de Abreu", Gráfica e Editora do Lar/ABC do Interior, 1986), intituladas "O Caminho do Exílio" e "A Virgem Maria", ambas publicadas na revista "Ave Maria", em novembro e dezembro de 1916.
Em Capivari, seus trabalhos eram regularmente publicados pêlos jornais locais "Gazeta de Capivari" e "O Município".
Além de poeta, Abreu era orador talentoso, exímio ator e grande desportista; foi centro-avante e presidente do Capivariano FC, para o qual compôs o hino oficial. Fundou o "Grémio Literário e Recreativo de Capivari", grupo que encenou a revista "Capivari em Camisola", escrita por Celso Epaminondas de Almeida, na parte em prosa, e Abreu, nas passagens em versos.
Seu livro de estréia deveria ter sido "Folhas", sobre o qual Amadeu Amaral, à apreciação de quem Abreu o havia submetido, assim se referiu: "Depois de Olavo Bilac e Martins Fontes, é o melhor livro de estréia que tenho visto". Entretanto, em face de dificuldades de publicá-lo e levado pelo interesse de seu primeiro editor( Amadeu Castanho, redator da "Gazeta de Piracicaba") de "publicar qualquer coisa que Abreu quisesse", antes de "Folhas" surgiu o opúsculo intitulado "Noturnos", datado de junho de 1919, mas que tudo indica tenha mesmo surgido em junho de 1921.
Nesse mesmo ano, retornou para São Paulo, aproximando-se de Amadeu Amaral, tendo trabalhado na revista'"A Cigarra". Foi para Bauru em 1922. Em 24, teve de ser internado em Campos de Jordão. Data dessa época o lançamento de "A Sala dos Passos Perdidos", em que, por sugestão de Amadeu Amaral, passou a assinar Rodrigues de Abreu.
Em 1925, mudou-se para São José dos Campos, onde esteve até abril de 1927. Surge "Casa Destelhada". Em maio de 27, vai paraAtibaia e, daí, retorna para Bauru, onde, em 24 de novembro de 1927, falecê, vítima de tuberculose.
Doente desde 1924, Abreu confessara certa vez seu desejo de "ser tuberculoso", por ser essa a doença que costumeiramente acometia os grandes poetas do passado. Há quem atribua o agravamento da doença ao rompimento do noivado, nesse ano, quando o poeta teria permitido, conscientemente, que a doença tomasse conta de seu corpo.
"Noturnos" traz por tema o frio, o vento, a miséria, em versos contagiados de profunda angústia, e que vêm a calhar, neste momento angustiante por que passa a sociedade contemporânea, em que grassam a miséria material e a miséria intelectual.
E este um tempo doentio, tísico, como era o próprio poeta, em que o vento e o frio açoitam o corpo nu de nossa sociedade, que já não sabe onde abrigar-se, pois desconhece que "a Poesia é a arte de aumentar as dores e as alegrias, para que os tristes se consolem, vendo dores maiores que as suas, sentindo belezas, nas dores, que antes não viam e não sentiam".
Se foi seu livro de estreia, os versos que contém não são de estreante. Trechos de sua obra seguinte, "A Sala dos Passos Perdidos", já vinham sendo publicados pêlos jornais desde 1919.
Em "Noturnos", Abreu já demonstra domínio da boa técnica de versejar, encerrando profunda unidade em sua estrutura interna e na forma exterior.
Fonte: www.capivari.sp.gov.br

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Palestra Doutrinária


Venha assistir e esclarecer
Palestra Doutrinária às 19h30
Tema: Quem tem medo da morte?
Expositora: Shirley
Dirigente: Ângela

domingo, 2 de setembro de 2012

Médicos Espirituais



Os espíritos, após o desencarne, tendem a se ocupar das mesmas atividades a que se dedicavam em vida, não que seja uma regra. Como exemplo, apresenta o caso do Dr. Antoine Demeure, médico que conhecera, e que, após a morte, continuara a cuidar de doentes (Alan Kardec. Revista Espírita, março e abril de 1865.). No Brasil, é emblemático o exemplo do Dr. Bezerra de Menezes.

De a
cordo com a mesma ideia, um dos casos mais famosos de atuação de um médico espiritual é o do Dr. Fritz, a partir da década de 1950. Outro espírito que é bastante conhecido no Brasil é o trabalhador da colônia Nosso Lar - André Luiz.

A literatura espírita refere ainda que os chamados "médicos espirituais" utilizam-se de uma ampla variedade de recursos, que vão desde aparelhos e instrumentos até fluidos e medicações. Nesse particular, a doutrina espírita compreende que o pensamento e a vontade possuem a capacidade de modelagem e aplicação desses itens no chamado "mundo espiritual". Complementarmente, podem recorrer a métodos terapêuticos convencionais, como intervenções cirúrgicas de pequeno porte, a dietética, a medicação alopática e a homeopatia. Ressalte-se que as práticas cirúrgicas encontram na atualidade grandes restrições, principalmente entre os médicos espíritas, pela natureza de sua própria formação.

Não somente atuam aqueles que se especializaram na Medicina, mas também todos aqueles que atuaram na área médica, como técnicos de enfermagem e enfermeiros. Temos como exemplo a filha do Dr. Fritz, a enfermeira Scheilla (Irmã Scheilla). Mas também, vai além de núcleos espíritas, mas também em núcleos espiritualistas (principalmente umbandistas) que atuam na cura e no tratamento de doenças e males, espíritos que se apresentam como índios e caboclos. Temos como exemplo o Irmão Tupyara. Inclusive que fundou junto de seu médium na cidade do Rio de Janeiro o Templo Espírita Tupyara, que além de ter o estudo da Doutrina Espírita, trabalha também com espíritos que atuam na Umbanda (pretos velhos e caboclos), atendendo também a distância.

Enfim irmãos, como eu costumo a dizer, nós e os espíritos só temos algumas diferenças. A principal diferença é que nós estamos encarnados (em corpo físico) e eles estão em outro plano, com o corpo espiritual. Assim como uma pessoa que trabalha com a culinária, quando desencarnar (dependendo das condições, estágios evolutivos e possibilidades) continuará a atuar dessa forma. Assim como se você era um engenheiro, rezador, motorista, será de grande utilidade tanto para esse plano quanto para outro. Não podemos definir nada, muito menos generalizar, apenas apontamos as tendências que os espíritos tem quando desencarnam.
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É Bom Lembrar

- Não é necessário ter se formado na medicina terrena para atuar nessa área no plano espiritual, o necessário é ter a vontade de ajudar, de atender as necessidades do próximo com muito amor e carinho.
- Todas as formas de trabalho são válidas, como dizia nosso querido Emmanuel: "toda forma de servir é uma bênção." e "o bem que que fizer hoje, será teu advogado em toda a parte."

- Estudo realizado sob a ótica espírita respeitando a todos os pensamentos, filosofias e modos de atuação.

fonte: GRUPO DE ESTUDOS AMIGOS DE CHICO XAVIER